Governo britânico dá descontos em restaurantes para estimular economia

 O ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, anunciou hoje um corte temporário de impostos nos setores de restaurantes e turismo, de 20% para 5%, e um esquema de descontos para incentivar as pessoas a comer fora. 

Sunak disse que o Governo vai oferecer um desconto de 50% em refeições em cafés, restaurantes e pubs em todo o Reino Unido, de segunda a quarta-feira, durante o mês de agosto de 2020 até 10 libras (62 reais) por pessoa.

“Este momento é único, temos de ser criativos: para levar os clientes de novo aos restaurantes, cafés e bares [pubs], e proteger os 1,8 milhões de pessoas que trabalham neles”, justificou, durante a apresentação no parlamento de um conjunto de medidas para estimular a recuperação econômica pós-pandemia covid-19. 

Os estabelecimentos que se registrarem no sistema, intitulado “Coma fora para ajudar” [Eat Out to Help Out], serão reembolsados no espaço de cinco dias úteis, garantiu o ministro. 

O governo também vai reduzir o IVA de 20% para 5% nos setores de entretenimento, incluindo cinemas, jardins zoológicos, nos próximos seis meses, até 12 de janeiro. 

Segundo o ministro, estes setores foram os mais afetados pelo confinamento decretado em março para travar a pandemia covid-19, tendo 80% fechado desde abril e 1,4 milhões de trabalhadores colocados em layoff. 

O setor só foi autorizado a reabrir no sábado (4) na Inglaterra e está prevista a reabertura nos próximos dias e semanas também na Escócia e País de Gales. 

Rishi Sunak recusou estender o sistema de layoff para além de outubro, alegando que pode dar uma “esperança falsa às pessoas de que vão poder voltar aos empregos que tinham antes”, e previu “um momento difícil” quando acabar. 

Para tentar estimular o emprego, prometeu um bônus de mil libras (6,2 mil reais) por cada empregado que mantenha o posto de trabalho até ao final de janeiro e anunciou um financiamento de dois bilhões de libras (15 bilhões de reais) para a criação de estágios profissionais para jovens. 

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 539 mil mortos e infectou mais de 11,69 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (131.362) e mais casos de infecção confirmados (quase 3 milhões), seguindo-se o Brasil (66.741 mortes, quase 1,67 milhões de casos) e o Reino Unido (44.391 mortos, mais de 286 mil casos).

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

 

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